Dias após a morte de Justo Mulémbwè, Juiz-Presidente do Tribunal Judicial da Província de Tete, ocorrida no dia 31 de Janeiro, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) veio a público esclarecer as causas do óbito. Em conferência de imprensa realizada no dia 4 de Fevereiro, a porta-voz do SERNIC em Tete, Celina Roque, informou que a morte resultou de asfixia.
Inicialmente descrito pelas autoridades como um óbito ocorrido em circunstâncias estranhas, o caso conheceu agora um posicionamento oficial. De acordo com o SERNIC, as investigações concluíram que Justo Mulémbwè morreu porque, após consumo excessivo de bebidas alcoólicas, trancou-se no interior da sua viatura, onde, por falta de oxigénio, perdeu os sinais vitais.
A informação de que a vítima morreu por asfixia introduz um novo e grave elemento na apreciação deste caso. Trata-se de uma causa de óbito que, pela sua própria natureza, exige um esclarecimento particularmente rigoroso quanto às circunstâncias concretas em que ocorreu, à eventual intervenção de terceiros e à sequência factual que conduziu ao desfecho fatal, nomeadamente o que terá acontecido durante o período de ingestão de álcool.

